FANDOM


Introdução Editar

O Movimento de Educação Livre busca práticas auto-gestionadas de aquisição de habilidades e competências em todas as dimensões do conhecimento, visando a construção de possibilidades conjuntas e autônomas de aprendizado. Sua base é a ação coletiva que produz e metaboliza o conhecimento de maneira integrada entre indivíduo e sociedade.

Seu objetivo é identificar, organizar e fomentar Comunidades de Aprendizagem diversas e cada vez mais integradas.

Comunidades de AprendizagemEditar

Uma Comunidade de Aprendizagem é um conjunto de práticas e interesses que conjugados formam estruturas dinâmicas de aprendizado que se processam em seus indivíduos, com capacidade de aumentar de forma escalar seus conhecimentos, plasmando-se em Inteligência Coletiva.

As C.As se formam quando as pessoas criam experiências de aprendizagem gratificantes, e que em compartilhamento constroem expansivamente um sentido querido e liberador nas ações dos envolvidos. Isto geralmente ocorre quando um grupo de interesses se aglutinam em determinado projeto de investiga-ação geradores de rastros, que formam teias de conteúdos e práticas diversas de processos cognitivos deixados por meio de organização imagem-sociotécnica.

Este “sentido querido e liberador na ação” encontramos por exemplo nas expressões lúdicas dos seres humanos, que ao lançar um sentido extra-ordinário para a ação, coloca “algo em jogo”, delimitando um campo de significação que impulsiona os jogadores, ou simplesmente a consciência que se lança ao “jogo”, a uma série de problematizações e superações de dificuldades que oferecem grande distenção e prazer ao espírito.

Destacamos o lúdico para exemplificar apenas uma, destas “experiências queridas e liberadoras” geradoras de “campos de significação e cognição”, que se processa no corpo, mas que se exterioriza dele, por meio de imagens (símbolos, signos, alegorias)e organização sociotécnica (procedimentos, tecnologias, exercício de profissões).

Experiência de Aprendizagem Criativa Expandida Editar

Através desta wiki (hospedado neste site da Wikia) estamos experimentando as possibilidades de pesquisa e aprendizagem coletiva por meios das TICs, (Tecnologias de Informação e Comunicação) visando a germinação de comunidades epistêmicas integrada em uma ecologia de saberes.

O bom disso tudo é que você não precisa entender o que isso signifca pra participar(eu mesmo que escrevi não entendo!...rss). O que precisa é apenas vontade, iniciativa e intencionalidade!

Se você tem algum tema que gostaria de aprender, pesquisar ou transmitir, convido a somar-se a nós para um desenvolvimento conjunto de nossas potencialidades intelectuais e porque não também sensíveis, afetivas e intuitivas que nos permitam uma aproximação dos saberes vivos que agencia uma ciência aberta e cidadã.

Como participarEditar

Arquivo:Universidade da Wikia - Explorando Uma Pagina de Artigo
Arquivo:Universidade da Wikia - Apresentando as funcoes da Wikia

Para participar desse laboratório, primeiramente seria bom se fizesse uma conta na wikia, o que te daria um blog pessoal e um perfil para nos comunicarmos. Depois, ir no endereço do MEL e no canto iferior esquerdo clicar em "vigiar". Explore um pouco de seu conteúdo, suas possiblidades de comunicação, e de edição de texto, vídeo e imagem.



Universidade da Wikia - Fazendo a sua primeira contribuicao-3

Universidade da Wikia - Fazendo a sua primeira contribuicao-3

Através desta wikia queremos iniciar, em fase de experimentação, a confecção de uma teia de saberes que integram várias dimensões de atuação do ser humano no mundo e suas diversas formas de apreende-lo.

Como funcionaEditar

Além das contribuições soltas por páginas, vídeos e imagens que você irá categorizar na hora da postagem, você pode utilizar a sessão acadêmia, escola e projetos para organizar sua pesquisa, estudos, aulas, ensaios, além do que pode você mesmo abrir outra sessão que achar conveniente.

Comece já!

Adicione uma página, vídeo, imagem, melhore os conteúdos existentes, faça perguntas, comentários, abra fóruns de discussões...

EXpanda-se!!



Essa iniciativa tem como inspiração as experiências do ‘laboratório’ de oficinas de formação e intervenção sócio-cultural, Pimentalab, projeto de extensão da UNIFESP-EFLCH e do curso Sociedade e Tecnologias Digitais ministrado pelo professor Henrique Parra do departamento de sociologia da instituição referida.

Tecnologias da InteligênciaEditar

No livro "As Tecnologias da Inteligência", Pierre Levy nos apresenta um estudo sobre as dimensões técnicas e coletivas da cognição estabelecendo três ecologias cognitivas fundamentais na historia - a oral, a escrita e digital.  

Essas dimensões técnicas se remetem ao conceito de hipertexto que tem como parte de seu fundamento o próprio funcionamento da memória humana que se efetua por nós em uma rede semântica. A cada fato ou informação nova, o recurso representativo usado para sua gravação se armazena em estado ativo, em curto e longo prazo, formando a rede mnemônica do processo cognitivo humano, e como é impossível ativar todos os nós da rede ao mesmo tempo, quando se trata de buscar na memória imagens, proposições e experiências antigas, isto se faz pela rede através de associações, que é o elemento central do conceito de hipertexto.  

O hipertexto nos é apresentado por Levy como metáfora e fio condutor ao processo sociotécnico que edifica os saberes de uma cultura, ele nos diz:  

"Se a humanidade construiu outros tempos, mais rápidos, mais violentos que os das plantas e animais, é porque dispõe deste extraordinário instrumento de memória e de propagação das representações que é a linguagem. É também porque cristalizou uma infinidade de informações nas coisas e em suas relações, de forma que pedras, madeira, terra, construtos de fibras ou ossos, metais, retêm informações em nome dos humanos. Ao conservar e reproduzir os artefatos materiais com os quais vivemos, conservamos ao mesmo tempo os agenciamentos sociais e as representações ligados a suas formas e seus usos. A partir do momento em que uma relação é inscrita na matéria resistente de uma ferramenta, de uma arma, de um edifício ou de uma estrada, toma-se permanente. Linguagem e técnica contribuem para produzir e modular o tempo."(pag.46)

Linguagem (imaginação) e técnica (manipulação) modulam o tempo, e a hipertextualidade é o príncipio de agenciamento das tecnologias intelectuais. Levy continua:

"Seja nas mentes, através de processas mnemotécnicos, no bronze ou na argila pela arte do ferreiro ou do oleiro, seja sobre o papiro do escriba ou o pergaminho do copista, as inscrições de todos os tipos — e em primeiro lugar a própria escrita — desempenham o papel de travas de irreversibilidade. Obrigam o tempo a passar em apenas um sentido; produzem historia, ou melhor, várias histórias com ritmos diversos. Uma organização social pode ser considerada como um dispositivo gigantesco servindo para reter formas, para selecionar e acumular as novidades, contanto que nesta organização sejam incluídas todas as técnicas e todas as conexões com o ecossistema físico-biológico que a fazem viver. As sociedades, estas enormes máquinas heteróclitas e desreguladas (estradas, cidades, ateliês, escritas, escalas, línguas, organizações políticas, multidões no trabalho ou nas ruas...) secretam, como sua assinatura singular; certos arranjos especiais de continuidades e velocidades, um entrelace de historia."(pag.46

Nas sociedades de oralidade primária, ou seja, antes da trava da escrita, as técnicas rítmicas e harmônicas agiam como uma hipermídia de comunicação nessa ecologia cognitiva feita essencialmente de memórias humanas, que para se fixarem utilizavam-se de representações interconectadas, envolvendo relações de causa e efeito, ligada a práticas concretas e familiares e carregada fortemente de emoção. Nessa ecologia o mito era o que continha as representações com mais chances de sobreviver e que eram codificadas em narrativas dramáticas, agradáveis de serem ouvidas, trazendo uma forte carga emotiva e acompanhadas de música e rituais diversos. Não era à toa que os antigos gregos consideravam a memória uma identidade sobrenatural ou divina: era a deusa Mnemosyne, mãe das Musas, que protegem as Artes e a História. A deusa Memória dava aos poetas e adivinhos o poder de voltar ao passado e de lembrá-lo para a coletividade.

A oralidade secundária é após o advento da escrita muito ligado a invenção da agricultura que estabelece uma nova relação com o tempo, mais paciente, fixa, previsível a longo prazo e com ações compassadas - semeadura, maturação, colheita, estocagem, e tudo isso reproduzindo no domínio da comunicação uma diferença singular que geraria nas grandes civilizações agrícolas a "página", o enquadramento de suporte externo da memória capaz de organizar maior nível de complexidade sociotécnica.

"O escriba cava sinais na argila de sua tabuinha assim como o trabalhador cava sulcos no barro de seu campo. É a mesma terra, são instrumentos de madeira parecidos, a enxada primitiva e o cálamo distinguindo-se quase que apenas pelo tamanho. O Nilo banha com a mesma água a cevada e o papiro. Nossa página vem do latim pagus, que significa o campo do agricultor...a escrita, ao intercalar um intervalo de tempo entre a emissão e a recepção da mensagem, instaura a comunicação diferida, com todos os riscos de mal-entendidos, de perdas e erros que isto implica. A escrita aposta no tempo."(pag.53)

Este nível inaugura a abstração, a lógica e a analítica e vai prosseguindo até o apse da ciência moderna atingindo toda a potencialidade da imprensa e indo além, somando-se a recursos de registros auditivos e visuais até explodir na ecologia digital que cria a cibercultura desmaterializada, cujo suporte semântico e cognitivo não é mais físico e se reproduz virtualmente no ciberespaço infinitamente.

É nessa nova organização sociotécnica que se vincula novas práticas e saberes que estabelecem novos paradigmas científicos, educacionais, sociais e culturais.

Bibliografia

LEVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: O Futuro do Pensameno na Era da Informática. 127p.

Ecologia de SaberesEditar

"A ecologia de saberes são conjuntos de práticas que promovem uma nova convivênvia ativa de saberes, no pressuposto que todos eles, incluindo o saber científico, podem se enriquecer nesse dialógo. Implica uma vasta gama de ações de valorização, tanto do conhecimento científico, como de outros conhecimentos práticos, considerados úteis, cuja partilha por pesquisadores, estudantes e grupos de cidadãos serve de base à criação de comunidades epistêmicas mais amplas que converte a universidade num espaço público de interconhecimento onde o cidadão e os grupos sociais podem intervir sem ser exclusivamente na posição de aprendizes " -  SANTOS, Boaventura do: A Universidade no Século XXI: Para uma reforma democrática e emancipatória da Universidade.


Educação Expandida e Ciência AmadoraEditar

O conteúdo da comunidade está disponível sob CC-BY-SA salvo indicação em contrário.